sábado, fevereiro 27, 2010


Ok... Vamos ver o que você perdeu em 10 anos...



A começar por aqui, algumas pessoas se foram, outras chegaram, você ia gostar e ia ficar muito triste também, talvez até encheria a cara pra esquecer, sentaria no banco da frente... Ops, o banco já não existe mais.No mundo? Alguns desastres, rumores de atentados terroristas, desastres naturais, você ia rir e dar graças a Deus que não foi aqui. No Brasil, muita coisa mudou, o poder agora é de esquerda e dá dinheiro aos pobres. A roubalheira continua. Acredita que até hoje não colocaram asfalto na rua? Muitas pessoas ainda estão aqui. E por dentro... Trocamos a casa de lugar, a Tv ainda funciona, os mais novos como mais velhos, os mais velhos como mais novos e os do meio, sempre os do meio.A tecnologia mudou um tanto, teria que me dar mais do que papel de rascunho e lápis de cor. Muita coisa mudou. Mas ainda acordo no sábado esperando mamãe dizer: “Se arruma, vamos pra roça”. E no Domingo... “Acorda ou não vamos pra praia”. Ainda vejo você aqui e ali em cada situação. É como se uma hora fosse voltar, ou como se eu fosse acordar. De fato, não sei mais. Já se passaram 10 anos, ainda ouço as mesmas músicas. Vejo as mesmas fotos, conto as mesmas histórias.

Karol FLegler

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Me veio uma inspiração ontem a noite, uma coisa do nada. Me veio a mente um “folderzinho” que fizemos ainda na 8º série. Era um folder com um coração na frente escrito:“vote no amor” e dentro dizia assim: “PODE haver coisas maiores ou menores que o amor, mas nada se compara a ele”. Do mais, contarei a história. Era 2002, meu último ano de SESI, meu último ano de líder da turma. Naquele ano, se me lembro bem, era eleição de alguma coisa e os pedagogos decidiram fazer uma eleição para conscientizar os alunos sobre o voto. Contando isso tudo, bom, você já entendeu. Não? Okok
Houve um sorteio pra que cada sala defendesse um sentimento, por acaso, a Oitava B, que era a minha turma, ganhou o amor pra defender. Nós nem imaginávamos que daria tanto trabalho, pois bem, fizemos uma campanha de marketing para que o amor fosse o sentimento vencedor. Apresentamos teatro de manhã e a tarde, cantamos músicas relacionadas, distribuímos pirulito em formato de coração junto ao folder para que o amor fosse vencedor. Trabalhamos arduamente para que ganhássemos.
Ganhamos. Afinal, foi uma bela campanha. O que deu uma confusão... Porque afinal de contas, como dizia o folder, “nada se compara ao amor”. A ESCOLA em guerra e a oitava B em festa.
O que eu quero dizer com isso? Bom...eu nada. Mas me vem palavras...
O amor supera qualquer coisa, qualquer outro sentimento, ele é único. E levando pro lado considerável da vida... Se Deus é amor, ele Basta. E mesmo que nós saibamos que será o vencedor então fazemos uma campanha enorme de publicidade para que ele seja conhecido. Por mais que você não se dê conta ainda, no fim, o amor vencerá e se você estiver com ele, então, também o será.
Karol FLEGLER

sábado, fevereiro 20, 2010


Escrever sobre os últimos acontecimentos...
Eu tive umas sensações estranhas nos últimos meses...uma sensação de conquista. Não é que não tivesse tido antes, mas dessa vez foi intensa.
Bom...o q aconteceu? Foi que em 2008 eu prestei vestibular e não passei. E numa tentativa desesperada de fazer algo pra matar meu tempo, procurei fazer o q eu gostava, foi então que achei o curso de Design Gráfico, e fui lá fazer a matrícula. Algumas pessoas que me conhecem bem disseram :” não dou 2 meses pra vc sair”. Passaram 2 meses...e por fim 2 anos. Apresentei meu projeto. Na saída houve comemoração, de 40 alunos, 10 se formaram. No ônibus de volta pra casa...o choro mais uma vez. A sensação de se aplaudir não saia da mente. A cena do filme “A procura da FELICIDADE” quando o WILL Smith anda aplaudindo-se, não saia da memória. Eu fiquei realmente muito feliz. Eu geralmente abandono tudo quando me vejo esgotada. Fiz amigos incríveis que não me deixaram desistir, embora eles mesmos quisessem. Então no final de 2009 prestei vestibular outra vez, e sem muitas esperanças aguardava os resultados, que me foram dados por amigas. “VC PASSOU”. MAIS uma vez a sensação estranha de aplaudir a si mesmo.
Quero dizer, a sensação é muito boa. Mas se baseasse a minha vida e conquistas aos meus esforços um dia esses iriam se esgotar. Aplaudir a quem me deu a força que é mais importante, viver uma vida de glória em glória não é mérito seu. O seu Deus é quem te dá força. A ELE toda honra e toda glória.

E não poderia escrever sem citar o Lewis. Ele disse:
“As únicas coisas que podemos conservar são as que entregamos a Deus. As que guardamos para nós são as que perderemos com certeza."


Karol Flegler



segunda-feira, fevereiro 08, 2010

O super herói que eu queria ser!

Como toda criança eu sempre assisti desenhos de super heróis, e não tão diferente de todas elas, eu também sempre quis ser um.
Lembro que meu primo queria ser o flash, por que corre como o vento, meu melhor amigo da sala falava que quando crescesse seria igualzinho ao Batman.
O meu super herói favorito que eu sempre quis ser tinha dois nomes, não entendia direito, deve ser um nome para o herói e outro de sua identidade secreta. Não entendo por que só eu e meus irmãos conseguíamos chamá-lo de “Pai” enquanto todos os outros o chamavam de Carlos.
Ele tinha poderes incríveis! Ele tinha o “super beijo da cura”. É! Quando eu caia e não sofria arranhões, mas chorava, ele me erguia dava seu super beijo no local, às vezes ele errava o local mais mesmo assim a dor passava na hora, devia ser de força extra no poder.
Mais quando era pior, quando eu caia e sangrava ele nem encostava em mim,ele lançava seu “mega sopro tranqüilizador”e na hora eu parava de chorar e voltava a correr...
Ele era bem mais rápido que o flash,uma vez tinha um monstro enorme embaixo da minha cama, já era bem de noitão,então eu gritei ele, ele apareceu em segundos e jogou o monstro lá na lua...
E não era só isso! Ele tinha membros elásticos, lembro que ele usava comigo quando eu estava aprendendo a andar de bicicleta, ele dizia:
___ Vai filho, que o pai ta segurando!
E eu ouvia a voz dele de lonjão, o que significava que ele tinha membros elásticos.
Eu costumava imitá-lo, vestia suas roupas, mas seus sapatos ficavam enormes nos meus pés e as mangas de suas blusas cobriam por inteiro
Meus braços, mais eu ainda não tinha poderes como ele...
Às vezes eu não gostava que ele fosse pra sua base secreta que ele costumava chamar de “trabalho do papai” só pra ele não ir eu escondia seus sapatos, mais ele também tinha super faro e encontrava em segundos.
Mais agora que eu estou crescendo eu entendo que tudo isso que ele fazia pra me proteger, não era apenas com esse propósito e sim, por que eu e meus irmãos éramos escolhidos, estávamos na verdade sendo treinados, por que daqui a algum tempo nos assumiremos o posto dele, e vamos nos separar cada um para uma base diferente, onde treinaremos outros e os outros treinarão outros...
E o herói que eu queria ser, eu vou ser, por que Ele fez um ótimo trabalho.

Bruno Souza