sexta-feira, julho 02, 2010


Estava nervosa, na verdade, fiquei chateada e depois com raiva. É fim de período na UFES e no fim sempre temos que correr atrás. Um dos profs passou um trabalho sobre modalidades dentro das artes plásticas, meu grupo ficou com “Performance”. Depois de uma longa pesquisa na Biblioteca Central, e nada de muito interessante, ou que na minha concepção, chegue próximo do meu conceito de arte, fui pra internet, os profs odeiam quando fazemos isso, mas não tive muita escolha, “Performance ainda é muito contemporâneo”. Foi então que achei o Blue Man Group, um grupo performático que usa de suas habilidades artísticas como teatro e música pra fazer comerciais, aqui no Brasil fizeram da TIM, mas existe muito mais coisa. O fato é que apresentei o grupo falei da performance, da cor e etc... No final da AULA o prof tem q dar a “pala”... Foi então que ele disse que dentro de artes plásticas, o que o blue man group FAZ não é arte. Eu fiquei assim : ÂNH??????? E PQ? Pq eles foram pro lado comercial. Segundo o prof por terem ido pro lado comercial da arte deixam de serem compromissados com a arte com A maiúsculo, como diria Gombrich. O QUE me deixou mais nervosa ainda, foi que durante a discussão geral da turma é que... pow... todo mundo ali quer viver de arte, isso quer dizer que vamos passar fome? Sobre outro ponto de vista da discussão o que entrou em pauta foi que a arte tem que ser descompromissada, ou seja, em muitos sentidos, não em que ter sentido,logo, podemos concluir que só se tem arte quando não tem sentido. Mas o que me fez pensar é que se não pode ser comercial, ou seja, se não pode receber grana pelo que se faz, então Michelangelo deixa de ser artista? E todos os pintores que recebia encomendas? Escultores? Não são?
Quero dizer que essa idéia de arte contemporânea não entra na minha cabeça. Não quero me voltar ao período clássico, pra dizer o que é ou não é. Só quero dizer que muita coisa que dizem ser arte realmente, ao meu ver, não é. Não to dizendo se é feio ou belo, se gosto ou não gosto, quero dizer na dura mesmo que não é. E blue man group, É.
Karol FLEGLER

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