segunda-feira, dezembro 27, 2010

terça-feira, dezembro 21, 2010

ARTES


Eu já disse que vou parar de reclamar da vida, neh?! Então vamos escrever. Nesse fim de período foram muitos trabalhos e escrevi bem pouco, talvez por isso no dia de hoje me veio uma vontade imensa de não mais existir. Mas aí eu penso: “Como sobreviverão sem minha ilustre presença no mundo?” Aí lendo o jornal de hoje, mais precisamente, a gazeta, no artigo do Arnaldo Jabor, percebi que há esperança para o mundo. Não que eu tenha gostado inteiramente do artigo dele, mas que algumas coisas são boas, mas como ele mesmo disse, ele não é critico de arte, e embora ele não tenha estudado arte é um cara inteligente pra expor opinião, e a dele é muito parecida com a maioria da população brasileira. O que acontece é que é a mesma pergunta há séculos: “O que é arte no mundo de hoje”?!
Bom então, concluí o 2° período do curso de artes visuais com boas notas superando em muito o fracasso do primeiro período. Minha consciência relacionada à arte mudou um tanto pelo tanto de texto do Fussler e do Walter Benjamim que eu li, mas artisticamente falando e me avaliando pelos comentários do Jabor sobre a bienal que eu não fui, eu vejo que estou no caminho certo.
A arte não pode ser óbvia por isso ela traz reflexão, mas ela não é só protesto contra a beleza, precisa ter consistência em seu discurso, e também não é só entregar um portfólio de fotografia ou desenho, é pensar isso.
Quando O Jabor critica a bienal, devo admitir que embora eu não tenha ido e visto as obras, imagino e pelo que li, muita coisa FOI o de sempre. E vi isso acontecendo com trabalho de alunos no campus, temas como “planeta, conhecimento, fluxos etc”... SÃO temas que já deram. VAMOS fazer algo realmente novo?
Quando eu digo que há esperança é que penso nessa nova forma de arte e como ela não é aceita, vivemos num período de transição louco em muitos sentidos, e essa transição tem feito da arte e dos artistas seres até ridicularizados quando outrora foram seres tão comuns ou em tempos diversos, seres que fizeram o mundo girar. Mas e os de hoje? Só fazem o que?
É PRECISO REPENSAR A ARTE.
Karol FLEGLER.

sábado, dezembro 11, 2010


Éramos eu e você contra o mundo.
Andar a cavalo, banho de rio.
Pescaria e alimentar os porcos.
Éramos eu e você e o pé de jabuticaba.
Éramos nós todos num opala voltando de Minas.
Dormindo em Hotel.
Éramos nós rebocados por um fusca.
Éramos eu, vc e mamãe discutindo minha humildade de onde vinha.,
Era você tentando me fotografar. Vamos pintar a rua?
Raspar a cabeça.
Ouvir música cigana e dançar.
Éramos nós e a sua mesa do trabalho com fotos nossas.
Éramos eu você e o banco da rua.
Era só o céu, as estrelas.
Era só.
Agora eu sou só.
Só eu contra o mundo.
Pescar a humanidade
Andar a pé
Dormindo onde der
Eu procurando a humildade
Eu fotografando
Eu pixando a rua
Eu e a mesa sem fotos
Não tem estrela.
Karol FLEGLER

sexta-feira, dezembro 10, 2010

IMEDIATAMENTE - LEIA


Bom, então estava pensando numas coisas. Esse negócio de envelhecer está me dando medo. Mas não é disso que quero falar. Não... não. É é de uma coisa...IMEDIATA. Estou com esse vírus, esse imediatismo contemporâneo. Essa doença que raramente encontram cura. Essa coisa de fazer tudo às pressas. Estou fazendo tratamento, auto-análise. Arte ajuda. E como!
Vou explicar, ok? Houve um movimento artístico, o minimalismo, onde menos é mais. Adaptei-me. Foi instantâneo. Mas afundei-me nessa concepção de que quanto menos tempo eu gasto mais eu faço. Não faço bem. É isso. É nisso que pensei no final desse período, ou gasto tempo fazendo algo pra que meus trabalhos saiam bons, ou não os faço bem. Do mais, fui na Saraiva ontem, folheei um livro de aproximadamente...umas mil páginas, folha por folha, imagem por imagem. Há quem diga que é falta do que fazer, mas quem me conhece sabe, vivo carregada 24h e não paro nem pra tomar água. O que aprendi é que pra se fazer arte de fato, tem que ter tempo e muita paciência. Não é saco, como costumeiramente eu digo, é paciência.
Em uma aula de desenho, conversando sobre o panejamento da Pietá de Michelangelo, o professor observou que o que era importante pra considerar era o TEMPO, anos e anos fazendo a mesma coisa. Nisso consiste a perfeição: tempo+paciência.
Já dizia... “Quem tem pressa come Crú”.
Roberto disse ontem... se tah demorando tanto, é pq qndo vier...virá perfeito. Vc sabe do que to falando.
Não me reconheço mais. Até nomeando os arquivos no meu PC estou. Fazer arte faz bem.
Karol Flegler.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

ee saco...

ENTÃO. DEVO. ATUALIZAR O BLOG. Pensei em algumas coisas pra essa semana aki no blog, pensei em escrever porque to com raiva. Pensei em escrever sobre algo inteligente, de forma inteligente. Então vou resumir esse ano. É... fiz o mesmo no ano passado.Ah não sei.
Enquanto mamãe fala sem parar... é... Ela não para.
Pressão. Aquele martelar insuportável, peso “incarregável”. Dá vontade de fazer o que? Sumir!
Sobre o que?
Ker ver todas as fotos que ainda guardo? Não estou preparada para outro relacionamento sério, ok? Imagina eu ter q ter tempo pra ter um D.R? Imagina meu saco pra ter ciúmes? Pra fazer todas as coisas que minha mãe manda quando eu to namorando, faça comida, limpe a casa, é assim que você tah namorando?
Seria mais um inferno.
Atender todas as exigências de um novo namorado: vamos sair? O que você quer fazer? AH não escolhe você, ah não, isso não!
“Mas eu não sei o que é pior, se é viver tudo isso ooooou se é agüentar todo mundo enchendo meu saco:” afinal, porque vc não namora?”
Cansei.
K