quinta-feira, abril 14, 2011

Sutil-mente

Sutilmente

Sutil – mente

Mente sutilmente

Su, seu tio mente.

Útil mente.

Sul.

Nos bastidores nem há maquiagem suficiente pra te esconder. Não há nariz que te disfarce, não há figurino que não mostre suas curvas. Mas atrás, nos bastidores, há espelho, que só mostra você diretamente aos seus olhos e aos olhos de quem te vê por dentro.


Corra e quebre a perna. Boa apresentação. Haverão cadeiras vazias ao final do grande espetáculo, mas ainda estarei lá aplaudindo. Devagar, perturbador aplauso. Já era hora? Agora já era. Má impressão para um público tão sensível. É hora que Coro canta o final da história, o corifeu inventa um movimento, e a personagem dramática insere mais um personagem que tem o nome de “fim”.

O fim chega e todos ficam assustados, saem todos do grande circo armado. O fim é um monstro malvado sem mãos. Só tem olhos. Nem boca, nem orelhas. É escorregadio.


Mais uma tragédia grega, com intenção de ser pedagógica, mas que não é arte. Se pensar como grego, não tem lado bom ou ruim, tem posistivo e negativo e isso É TRAGÉDIA. Tipicamente grega, tipicamente ocidental, tipicamente sua.

Karol Flegler

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