terça-feira, maio 31, 2011

Análise sobre Realismo e Impressionismo


A história da arte está cheia de “revoluções”, cada mudança na pincelada ou pensamento em meio a uma situação social para expressão na pintura traz um dito “estilo novo” que repete padrões de estilos anteriores fazendo as obras por si mesmas não se encaixarem em um padrão. As obras descritas a seguir demonstram apenas uma passagem de maneiras diferentes e iguais de transpor uma relação: A arte e a sociedade do fim do séc. XIX.

Os quadros de Coubert – o retrato de Chenavard -1869 e Moças da Aldeia – 1851, segundo a história da Arte, faz parte do Realismo Francês, nesse período o artista é o revolucionário. Coubert trata desse assunto em seus quadros, em retrato de Chenavard ele pinta seu amigo, que também é pintor intelectual e filósofo, a barba comprida e o olhar compenetrado demonstram um personagem centrado em seus ideais, um homem sério. Nesse momento é retratado a realidade da vida do artista, o ser preocupado com a situação social do mo

mento. No quadro “Moças da Aldeia”, ele pinta suas irmãs dando esmolas a uma menina, também denunciando uma situação social, nesse momento os artistas pintavam pessoas do povo, que são os verdadeiros heróis, isso se difere da pintura clássica renascentista e períodos anteriores quando se pintam os deuses e/ou pessoas importantes.

Millet pinta em seus quadros “o peneirador – 1848” mais uma situação, assim como em “Colheita do trigo mourisco: Verão - 1868–74”, mas não de denúncia propriamente, mas pintando, assim como Coubert, cenas reais cotidianas de pessoas de verdade.

Nas pinturas de COROT, Jean-Baptiste Camille: A trança leitora com flores – 1845 e estúdio Corot – 1873, mostra uma outra situação do mesmo estilo chamado Realismo, duas mulheres, uma que está imersa na leitura e outra perdida em devaneios em frente sua própria pintura, ou seja, existe um querer sentimental e/ou emocional em suas telas, ao passo que mistura sentimento, alegoria e contemplação. Não há protesto da parte do artista nessas telas .

Os artistas desse estilo dão uma melhor definição de pincelada, traço e linha, queren

do trazer o mundo real para o quadro. Os personagens estão, em sua maioria, centralizados envoltos a paisagens, ora o verde belo da natureza ou os marrons terrosos dos trabalhos

da lavoura. Importante ressaltar que a paisagem nesse estilo é bem definida e os personagens são pessoas comuns.

Quando olhamos os quadros do Impressionismo,

como “Mulher com sombrinha- 1875” e “Mulher no Jardim de 1867”, ambas de Monet, vemos algumas diferenças, acomeçar na pincelada. A técnica pictórica utilizada é diferente do realismo, não há definição da mesma maneira, a pincelada é solta, existem efeitos de ilusão de ótica, mas não a busca profunda pela realidade da forma. Em mulher com sombrinha há uma moça bem vestida com sombrinha e um menino no fundo, os personagens quase se misturam ao céu, a paisagem não é definida, mas há ilusão de céu com nuvens, e grama alta, a mulher reproduz uma sombra. Em “Mulher no Jardim”, embora não tão emaranhado como a anterior tem melhor definição de imagens, pelas cores e formas. Duas telas do mesmo pintor que rompeu com a tradição do estilo realista fundando o impressionismo.

Edgar Degas também é um pintor do estilo impressionista, muitas de suas telas são de cenas do Ballet, como é o caso de “A primeira bailarina-1878, e Ballet Rehearsal (1875),

como as de Monet, não são bem definidas, existe a ilusão, e há diferente das telas de Monet partes da pintura em que não há definição alguma, de forma nenhuma, há apenas traçados de tinta, nas duas figuras, na parte superior direita do quadro.

Pierre-Auguste Renoir, é um impressionista mais contido, em “Menina jovem como ela arruma seus cabelos – 1894 e Lise com sombrinha – 1867” as pinceladas são mais contidas, definindo melhor a forma em comparação com as obras de Monet citadas. Ele explora os contrastes e a claridade das cores e efeito da luz do Sol nas imagens.

E resumo os estilos são diferentes em técnicas pictóricas, como traçado, definição, cor e luz, bem como são diferentes na intenção de se fazer, enquanto o realismo faz protesto o impressionismo faz o que sempre foi feito, pintar gente ‘importante’ e atoa.

Karol FLegler

sábado, maio 28, 2011

Ih vey, minha identidade tah vencida!


Aí tah, eu não tenho digital e minha identidade tem que ser renovada de 2 em 2 anos, mas a última vez que renovei foi em 2007 e era pra renovar novamente em 2009, mas digamos que tudo foi muito corrido de lá pra cá e minha identidade continua vencida. Sempre penso: semana ki vem vou acordar cedo e vou renovar! Eu só penso... isso já faz 4 anos.

E FALANDO em identidade vencida, ouvi umas coisas e pensei outras que me impulsionaram a escrever este post. É claro, porém, que não é uma crise de “identidade” que to vivendo, mas remete a ela as coisas que vou dizer. Então eu preciso lembrar-me de quem eu fui, sou e quero ser.

Eu era quem? Pois bem, sob um aspecto somente discursarei: GÍRIA.

HÁ MUITOS anos quando não havia nem céu nem sol, eu era kem revolucionou o sentido de “suportar”, mesmo com todo meu palavreado desenfreado, pregando descalça e de calça e dizendo em alto e bom som que Deus é o cara, eu era a adolescente que “PAH” nas paradas, liderava muitos ministérios e fazia a parada bombar. E nesse momento você pode estar achando que eu estou ME achando, mas não ache.

O tempo passou um pouco e depois de muita cobrança, principalmente de minha mother, tive que mudar uns hábitos. E agora pouco eu me lembrei qual foi a última pregação em que eu me encontrava descalça, e fiquei pensando qual será a próxima. Foi no intercâmbio com Pinheiros, no dia que eu preguei sobre “meu pecado”. DOIDASSA. EU já tinha 19 anos. Estava de meias no púpto. Não que eu não tenha pregado depois disso, mas as pessoas começaram a me cobrar seriedade. “Pow vc já tem quase 20 anos, qndo vai deixar de ser adolescente?”

A respeito das gírias, devo dizer, pouca coisa mudou, a não ser quando eu falo em culto. Nos locais de trabalho nunca me mascarei de boa moça, na escola quase reprovei numa matéria pq qndo fui apresentar o trabalho eu falei muita gíria... E eu nem acho q eu fale tanta gíria, mas é muito mais meu jeito largado de ser ki faz pensar ki eu pouco me importo com o que os outros estão pensando...

Não penso que isso seja um problema. Esses dias uma das minhas líderes disse: Karol, eu preciso que você seja quem você é. Eu pensei nisso... se eu realmente to sendo quem eu sou ou quem as pessoas querem que eu seja :”A adulta responsável que fala grego” e que influencia crianças, adolescentes e até adultos.

Eu sei que eu já falei d+. Mas o blog é meu e eu falo o que eu quiser. Kkk

Aí eu fico pensando que Deus pode me usar nesses muitos sentidos da minha vida... pq eu tenho cara de quem usa droga... e não uso, falo gíria e nem por isso sou menos inteligente ou menos educada em chamar todo mundo de VEY.

E talvez isso seja pra todo mundo aprender que Deus não olha pra o que está diante dos olhos, mas ele olha o coração.

A minha identidade tah vencida... mas a minha identidade tah renovada.

Karol flegler

quarta-feira, maio 25, 2011

Eu e minha banda de ROCK

Então...contando histórias da minha louca vida louca.

Aí ki quando eu estudava no Sesi, no ensino fundamental, tínhamos uma banda de rock. Isso era perfeitamente normal já que eu cantava na IGREJA. E como assim eu cantava na igreja e tinha uma banda na escola? Ah, pra mim era normal! Era só a banda ki fazia trabalho na escola! E a gente cantava música de protesto. Lembro a letra até hoje! Vou mandar uma “palhinha”

“Ouço os gritos no corredor, as pessoas chorando pra acalmar a dor, mesmo olhando de perto não consigo entender. Se o céu está cinza é por falta de amor, o vazio existe, não tem rosto nem cor, mesmo olhando de frente não consigo entender.”

E aí, íamos pra estúdio ensaiar, íamos cantar num dia lá na escola, e eu ... bom, eu não era normal, neh?! Eu fazia minhas próprias roupas, e acredite, eu era bem menos criativa ki hoje. Uma vez eu cheguei na 8° A de saia rasgada e com uma rosa pintada... minha prof. quase teve um filho. Eu promovi desfiles e programas de páscoa! Resumidamente contado minha história... no dia do “show”, tínhamos que ir todos de preto. Logo dei meus pulos. LOGO fiz um sobretudo de TNT. Pra vc que não sabe oq é TNT é só ir em papelaria e perguntar, é R$ 1,10 o metro (rido horrores). E PRONTO, fui e fiz meu show, e eu e meu irmão estávamos indo embora... eu com meu sobretudo, minha bandana e all star. Meu irmão ia do outro lado da rua pq tinha vergonha de mim. (kkkk – vou passar mal)

Ok, quando enfim terminou a 8° série eu fui pra uma escola publica onde eu só dormia e um dia meu tel toca... era uma guria da 8° chamando pra ensaiar no estúdio pq tínhamos ki tocar...

FOI AÍ. Aí que eu me tokei que tinha que escolher. Ou eu continuava na boa, na igreja ou eu saia pra minha vidinha artística de cantora de banda de ROCK de colégio.

E contando isso acabo de me lembrar que aos 10 anos eu dançava num grupo do bairro. Dancei por uns meses até meu pai dizer: SAI, isso não vai te levar a lugar nenhum!

A única coisa que isso me trouxe FOI ZUAÇÃO ...PQ anos mais tarde o professor de educação física que era o “dono” do grupo foi preso por pedofilia.

E O QUE EU QRO DIZER COM TUDO ISSO?

Um dia vc vai ter que escolher.

se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao [escolhemos o] Senhor”. Josué 24:15

quarta-feira, maio 18, 2011

Humildade pega ou é hereditária?

Mais uma história da minha louca vida. Quando eu vou escrever textos assim, em geral, já tenho o começo, meio e fim, mas dessa vez não.

Quando eu era criança eu sempre tive tudo ki eu precisava, mas não tudo o que eu queria. Eu nunca tive uma mochila da Barbie pq meu pai ganhava material escolar da empresa... meus brinquedos (tirando os que eu ganhava dos outros) eram sempre pra meninos e meninas, e meus jogos favoritos eram de rua, jogar basquete com minha cesta e bola original, olimpíadas e a famosa “boca de forno”. Também tinha bike ki foi da minha irmã... e era rosa e era um máximo qndo podia dar a volta no quarteirão. Já puderam perceber ki minha infância foi bem divertida, neh?! E grande parte disso, dessa diversão toda, é culpa dos meus pais que sempre foram muito engraçados. Meu pai e minha mãe formavam uma dupla de palhaços que vcs tinham q ver. E como a maioria das crianças da minha época, eu não me importava muito com o que eu vestia.

Então tah... indo pra história, eu tinha um maiô que era da aula de natação que eu usava na escola, na praia, na piscina, na cachoeira, ou seja, onde tinha água eu tava usando. E como eu sempre fui muito doida, o maiô não ia durar por muito tempo... mas teve ki durar pq eu usei até praticamente rasgar e isso foi numa das viagens pra Santa Leopoldina, aí meu pai percebeu ki eu devia ter um biquíni ou coisa assim. Foi no centro da cidade e comprou um. Aí na volta pra casa ele passou em frente a loja e se lembrou do ato heróico. E disse:

- Filha, vc puxou a mim. Vc é muito humilde.

Minha mãe respondeu por mim.

- Vc? Ela puxou a mim! Vc não é humilde, eu sim sou!

- Vc?

E por aí vcs já podem imaginar. Eles vieram discutindo de Santa Leopoldina até aki em casa.

O FATO É Q:

Se humildade se pega, te muita gente precisando pegar da doença. Se é hereditária, tem muito “filho de Deus” tendo ki fazer DNA.

domingo, maio 15, 2011

Ô MÃE, o bolo ficou solado... :O


OK, então nesse fim de semana estivemos no DIPS – Dia Inteiro na Presença DO Senhor e nem preciso dizer que estou quebrada, primeiro pq Deus acaba comigo e segundo pq apresentamos o auto de páscoa pela 4° vez desde mês passado. Nem preciso dizer o quanto o PR. Roberto Carlos é engraçado e o que vou falar é sobre uma coisa ki ele me fez lembrar. BOLO DE CENOURA. Quem esteve lá pode perceber ki ele não citou “bolo de cenoura”, mas citou “massa”. Contarei uma das minhas muitas histórias de invenção culinária.

Um dia eu e meu primo estávamos aki em casa conversando (não foi o primo ki namorei), e veio a súbita vontade de comer bolo de cenoura com calda de chocolate, decidimos fazer. Peguei a receita de mamãe e nos atrevemos a fazer, untar forma, esquentar o forno, ralar as cenouras e ovos e ... ÓLEO? MAS, KD o leite? Todo bolo leva leite! Não é possível! Tah errado!

Meu primo não sacava nada mesmo. Me atrevi a colocar leite e óleo na mesma massa!

Ki merda!

Assamos ... e vc comeu? Nem eu! Nem meu primo! Mas ki coisa mais estranha!!

- ô mãe, o bolo ficou solado.

- cê seguiu a receita?

- em partes.

-como em partes?

- Uai mãe, nunca vi bolo não levar leite!

- vc colocou leite?

- é.

Nem preciso dizer o barraco ki ela arrumou pq eu não segui a receita.

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.” PROV. 16:15

Eu ainda deveria explicar ki nem tudo ki vc acha ki é certo é mesmo certo, se vc não estiver ligado na receita q é a bíblia vai estragar tudo. Vai ter ki jogar tudo fora e fazer de novo, mas isso dá preguiça.

Karol FLEGLER

quinta-feira, maio 05, 2011

Interior – ES

Memória remota que é passageira.

Viagem e janelas que dão pras mesmas paisagens fotografadas há tempos.

E sentir o vento no rosto, sentada na janela.

Quando se é criança tudo é maior. Tudo é melhor. Tudo é tudo.

Todos os homens têm interior. Pra visitar, pra lembrar.

Quem é que quando criança não tinha lugares pra visitar?

Todos os homens tem interior. Pra guardar, pra lembrar.

Quem é que não gosta de recordar?

E aquela casa que você nunca entrou? Poderia eu?

E se no seu interior tiver algo a esconder?

E no seu interior?

INTERIOR, da memória, do sentimento e do ES.