sexta-feira, agosto 26, 2011

Arte, português, matemática, ciências, História, Geogreafia ETC...


É o meu país!!! Em tempos de “Fundamentos da Arte para Educação” e “Menos da metade dos alunos sabe o que deveria. Essa é uma das conclusões da Prova ABC, aplicada no país a crianças do 3º ano”. Eu me pergunto: PRA QUE?

A matéria dessa manhã vem falando dos números que para o governo são importantes para o aprendizado no país. Ensina-se a ler e a contar. Ler pra futuramente ler os contratos de alugueis, os processos sob os quais estarão inseridos. Ensina-se a contar, somente o dinheiro que deverá ser gasto no mês, as contas e para que os impostos estejam em dia.

Considerando que a Arte é esse descortinar, que a valorização da mesma em países de primeiro mundo se difere em muito do Brasil, cabe a nós, artistas, arte educadores questionar esse país a respeito dessa desmedida educacional. Falaríamos nós de “Arte para todos?”

Segundo Ana Mae Barbosa, o ensino da arte no Brasil se baseia em um tripé: Ver arte, conhecer arte e fazer arte. E COMO VERÃO SE NÃO SE LEVA ÀS PROBRES crianças aos museus? E como conhecerão, se os professores de arte só dão “desenho livre?” e como farão, se ninguém dá importância?

É claro que alguma coisa tem mudado, mas não se deve cruzar os braços e se acomodar.

As crianças mal sabem ler e contar. Quanto mais pensar que podem ter um país melhor. A arte não resolverá os problemas desse país, mas vai encaminhar o pensamento para mudança nos próximos anos.

Karol Flegler

terça-feira, agosto 02, 2011

(...) Quando avançaram mais, tiveram a estranha sensação de que, pelo menos ali, o céu e unia-se a terra à terra- em uma parede muito azul, muito brilhante, mas real e concreta, parecendo vidro.Depois tiveram certeza total. Estavam agora muito perto. Entre eles e a base do céu havia uma algo tão branco que, até mesmo com seus olhos de águia, dificilmente poderiam fitar. Continuaram e viram que era um cordeiro.

- Venham almoçar – disse o Cordeiro na sua voz meiga.

Notaram que ardia sobre a relva uma fogueira, na qual fritava peixe. Sentaram-se e comeram, sentindo fome pela primeira vez em muitos dias.E aquela comida era melhor de todas que já havia provado.

-Por favor, Cordeiro, disse Lúcia-, é este o caminho para o país de Aslam?

- Pra vocês, não- respondeu o cordeiro. Para vocês , o caminho de Aslam está no seu próprio mundo.

- No nosso mundo também há uma entrada para o país de Aslam?-perguntou Edmundo.

Em todos os mundo há um caminho para o meu país- Falou o Cordeiro. E, enquanto falava sua brancura de neve se transformou em ouro quente, modificando também sua forma. E ali estava o próprio Aslam. Erguendo-se acima deles e irradiando a luz de sua juba.

- Aslam!- Exclamou Lúcia. – Ensine para nós como poderemos entrar em seu país partindo de nosso mundo.

- Irei ensinando pouco a pouco. Não direi se é longe ou erto, Só direi que fica do lado de lá de um rio. Mas nada temam, pois sou eu o grande construtor da ponte. Venham, vou abrir uma porta no céu para enviá-los ao mundo de vocês.

(...)

- Nosso mundo é Nárnia - soluçou Lúcia. – Como poderemos viver sem vê-lo?

- Você há de encontrar-me, querida – disse Aslam.

- Está também em nosso mundo?- perguntou Edmundo?

- Estou, mas tenho outro nome.Tem de aprender a me conhecer por esse nome. Foi por isso que os levei a Nárnia, para que, conhecendo-me um pouco venha conhecer-me melhor.

(...)

No mesmo instante, abriu-se uma fenda na parede azul, como se uma cortina fosse rasgada, e uma luz impressionante brotou do lado de lá do céu.e sentira a juba e um beijo de Aslam na testa. E encontraram –se no quarto dos fundo da casa de Tia Albertina.