quarta-feira, julho 11, 2012

Não nos cabe no passado



Nessas minhas andanças pela história da arte em solo brasileiro eu vi muitos, mas muitos templos, ou como preferir, “igrejas”. Passando por Ouro Preto e Mariana eu vi no mínimo umas 15 em 3 dias. No Rio de Janeiro fomos a mosteiros e igrejas e tudo isso me faz pensar em uma coisa: CONSTRUÇÃO DO NOVO TEMPLO da Igreja Batista Central em Nova Brasília. É CERTO QUE de todas as que eu vi, uma me fez refletir, a Catedral Presbiteriana no Rio. O templo conserva características de um período neogótico, mas conserva algumas atitudes relevantes com o seu slogan “Uma igreja evangélica de portas abertas”. Conversando com o presbítero, ele contava a história da igreja, da praça e suas esculturas e dizia ele que o objetivo da fachada iluminada é pra mostrar que a igreja está viva, a iluminação super “ótimamente” elaborada demonstra essa coisa toda de “não monstruosidade”. Em comparação com todos os outros templos que eu vi, ela era verdadeiramente, a mais impressionante, não por sua “beleza”, mas por seu atributos de significados. Embora tenha 150 anos é contemporânea, isso porque “as quatro paredes” e arcos ogivais não tem a mínima importância se a igreja de cristo não for viva e atuante. Com isso tudo, só me preocupei com uma coisa: como ampliar esse templo? Como fazer caber mais pessoas? 3 mil membros é o suficiente?

Voltando a minha realidade, moro num bairro onde, como em Ouro Preto – MG, em cada esquina tem um templo, principalmente evangélico, são becos, ex bares, galpões etc... templos esses que mudam e podem mudar de placa quer seja necessário. Nada com muito luxo ou ouro, nada de madeira talhada, nada de muitos gárgulas ou torres, ou sinos, ou arquitetura bem definida, de qualquer forma, são templos.

A diferença de Templo pra Igreja é quase nenhuma. O templo é o nosso corpo e a igreja somos nós todos juntos, esse corpo onde o cabeça é cristo. Então, quando falo de Igreja são todos os templos juntos, corpos juntos. FILOSOFEI.

O importante é dizer que nós, Igreja Batista Central em Nova Brasília, vamos construir um novo templo, de arquitetura contemporânea, sem arcos ogivais que apontam pra o céu, mas com pessoas que vão anunciam o céu o tempo todo, sem madeira talhada, porque nós é que seremos moldados a imagem e semelhança de Deus, sem arcos plenos já que a plenitude celestial vai vir daki uns anos, sem sino, sem vitrais, sem frontão triangular, sem azulejaria, sem ouro, sem imagens, sem capteis, sem muito luxo. Porque o mais importante é que tenha espaço pra mais gente, espaço pra mais ampliações, espaço pra ser templo, ser igreja.
 Não nos cabe no passado, cabe a nós fazer o futuro, pensar os próximos 20 anos. Cabe vidas salvas e cabe a nós salvar, anunciar, acolher, ensinar, cabe ser igreja, ser templo.

“Agora, dê-me licença, estou para construir um templo em honra ao nome do Senhor, o meu Deus, e dedicá-lo a ELE, o Templo que vou construir será grande, pois o Nosso Deus é maior do que todos os outros deuses.”



Karol FLEGLER   

VEJA, aproveite pra enxergar.


Estava eu hoje trabalhando, folheando revistas, procurando matérias sobre arte na #VEJA., é claro, são revistas velhas, que os alunos usam pra recortar e eu uso pra roubar informações importantes. Ao catar informações, encontrei, uma. A revista, em Setembro de 2008 publicou uma matéria: “Eles são diferentes. E adoram isso.” E acrescentam como subtítulo: “Jovens não bebem, não fumam, não tem sexo fora do casamento. Mas a rigidez diminuiu, eles se sentem melhores que os outros e acreditam num futuro de prosperidade”. Essa matéria vinha dizendo sobre o crescimento número de jovens em igrejas evangélicas no Brasil, 17% dos jovens entre 15 e 19 anos se identificaram como seguidores de alguma  confissão evangélica. Vários depoimentos foram tomados, mas a matéria enfatizou a crença na prosperidade por bom comportamento.Em nenhum momento das 4 páginas de matéria foram mencionados a Bíblia ou JESUS.

Lamentável que a visão que os de fora da igreja têm sobre os jovens cristãos seja esta “eles tem bom comportamento” e só. “Bom comportamento” pode diminuir o tempo de um presidiário, bom comportamento pode trazer uma promoção no trabalho, bom comportamento pode fazer ter uma saúde melhor, não se meter em acidentes. Mas nunca bom comportamento vai te livrar da prisão do pecado, nunca vai te fazer entrar no céu e nem sempre será testemunho único e exclusivamente de um cristão.

Se a visão dos de fora for sempre esta estamos perdidos! Se não houver transformação de caráter do individuo esse evangelho que pregamos é mesmo muito inútil. Pedro estava com Jesus o tempo todo e não tinha bom comportamento, muito pelo contrário, de todos ele ainda era o mais estressado, e passar pelo calvário negando a Jesus, colocou-o no lugar, o de PECADOR, mas a tríplice confirmação de amor, além de provar pra ele mesmo quem Jesus é e que ele era, fez dele um dos maiores caras da bíblia. Davi não era assim tão comportado e mesmo assim de sua linhagem veio o Salvador. Resumindo, bom comportamento não é prova de vida com Deus.

A LIBERDADE dos jovens cristãos está sendo deformada. Quando eu digo que sou livre não é que estou dizendo que posso fazer qualquer coisa mas escolho não fazer, mas é que eu posso fazer, eu quero fazer, mas não me convém fazer porque alguém vive em mim, e eu não quero decepcioná-lo. Com o tempo a vontade passa e outras vêm, como fase de um jogo que só acaba no céu.
VEJA, aproveite pra enxergar.

Karol FLEGLER