segunda-feira, outubro 15, 2012

GOSPEL BULLYING


Depois da grande fase do bullying, eis que passei a pensar em umas coisas interessantes. Muitas aulas de psicologia, muitos pensamentos e muita zuação me fizeram crer que, embora minha geração não tenha tido tantos efeitos colaterais a respeito das brincadeiras, apelidos de infância, a nova geração tem sofrido muito mais que nós. É claro que muita coisa piora. Família ausente. Faltam pais, mães, os dois, os professores já não são os mesmos. Algumas coisas mudaram na sociedade e desde então e essa parada do bullying virou problema mundial.
Quando eu era guria me chamavam de Monica, magrela e de muitos apelidos que me fazia bater nos meninos, tais Mônicas e Cebolinhas, era coisa de criança. Orelhudos e barrigudos, gordinhos e magrinhos, mas era coisa de criança. Talvez uns hoje tenham colocado aparelho como eu, emagreceram, ou engordaram, fizeram plástica, mas não só por uma questão de estética mas também de saúde.
Mas hoje, aos 24 anos, os tempos são outros, embora criança seja sempre criança as de hoje são atordoadas em meio a precocidade e antecipação, erotização, mídia etc...
Segundo a Constituição de 1988, para proteção das vítimas, o direito à privacidade (ou direito a intimidade, expressão empregada no Brasil): “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas” (art. 5º, X). Todavia a humilhação é inevitável em qualquer processo de educação moral, no entanto, se isso se torna uma prática é onde mora o problema.
A prática da humilhação, sobretudo em público, quando atinge a auto estima da vítima  é prejudicial, possivelmente irreversível.
E os cristãos? E a bíblia?
Podemos nos conformar em pensar que não ofendemos a ninguém, pois somos amigos, irmãos, estamos juntos. Podemos não nos importar com o que fere o nosso próximo, afinal é só “fulano de tal”, ele não se importa. Mas, será? Embora eu tenha dito que a minha geração tenha sofrido menos, é verdade que também sofreu. Alguns de nós internalizamos coisas, e mesmo que em público, rimos, tiramos por menos ou até entramos na zuação, por dentro, à noite,  num quarto escuro, nós sabemos o quanto aquilo pode nos ter feito mal, e inconsciente vivemos o terror, gerando alguns problemas em nossa saúde, úlceras, distúrbios alimentares, depressão entre outros.
Aprendi muito cedo, o que a bíblia diz sobre as “brincadeiras”.

Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades,
Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira. 
Provérbios 26:18-19


Tudo o que fazemos por brincadeira, é como flecha, pode ferir, matar. Muitas vezes, não fazemos por mal, é mesmo só uma brincadeira, mas fere.
Todas as nossas relações devem ser baseadas em afeto, carinho, etc. Se é assim porque nos ferem? Não deveriam. Mas acontece. Então pra fechar, sem falar de mais.
- As vítimas devem procurar mostrar-se insatisfeitas.
- Os agressores devem refletir sobre seu comportamento e chegando a conclusão de seus erros, mudar seu comportamento e desculpar-se.
O “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” substitui toda constituição, toda teoria sobre psicologia, psicanálise.

 Karol Flegler