sexta-feira, dezembro 14, 2012

Natureza morta


Há tempos venho ruminando o assunto, é claro que viajando em várias circunstâncias, comparando casos, experimentando respostas. Essas coisas. Quando você ouve uma história várias vezes, tende a passar despercebido por alguma parte, aquela questão da “percepção”.

Bem, de fato a pergunta que não quis calar esse ano pra mim foi :”Quanto tempo dura a herança do filho pródigo para que ele volte?”

Sabemos da história, o garoto vai até o pai e diz, "me dê tudo que me é de direito", o pai dá, o garoto vai, gasta tudo quanto tem, empobrece, deseja comer da comida dos porcos, trabalha e é explorado e cai na real, desejando ser um mais simples empregado do pai, entendendo que uma vez cortada a relação de pais e filhos o que sobra é a relação social, do tipo patrão e empregado.

Filosofando...

Uma pessoa que se afasta do Reino de Deus, e da sua convivência com o Pai, tende a:
 - Querer “ser bem sucedido é um dos principais objetivos da sua vida”. Alguns conseguem por algum tempo, investindo toda sua energia vital em algo que não é céu. Ou seja, muitos querem ser ricos e muito bem sucedidos, e são, pq ainda usam a herança, ou bênçãos, capacidades dadas por Deus pra realizar algo. Qual é o fim? Uma vivência de alguns recursos por algum tempo.  Tem as festas, os desejos. Em geral o começo da vida de filho rebelde parece ser mesmo muito bom.

Passando algum tempo, alguns de nossos irmãos, tendem a cair, perder o sucesso. Desejam comer da comida dos porcos. Ou vamos mais profundamente, muitos deles passam para os vícios, parece ser interessante, não há mais o que fazer
.
Alguns filhos se tocam.

- Cara, eu devia voltar pra casa de Papai. Ser qualquer coisa que ele quisesse, mas estaria seguro perto d’Ele.

O engraçado da história do Filho Pródigo é que NINGUÉM precisou ir lá convidá-lo a voltar. Ele foi por si só. Em paralelo, as parábolas de ovelha perdida e da moeda perdida, os donos foram procurar, ninguém mais. O pai não foi atrás.

Isso me leva a pensar essa coisa de “Voltar” tem muito mais sentido e é muito válido quando a decisão é tomada por uma necessidade, ou uma real percepção de que se está no caminho errado.
Não quero dizer com isso que a igreja deve se eximir da responsabilidade de buscar os perdidos, mas que a igreja, como diz em Tiago:
“Meus irmãos, se alguém dentre vós se desviar da verdade e alguém o converter, sabei que aquele que fizer converter um pecador do erro do seu caminho salvará da morte uma alma, e cobrirá uma multidão de pecados”

Então me veio um pensamento...

Quando uma fruta morre?
Perguntei ao meu biólogo favorito, Otávio, que disse que no instante que é retirado da árvore, no entanto, frutas tem uma substância chamada Etileno, que as fazem madurar depois de retiradas do “pé”, algumas mais que as outras, e que podemos comê-las por algum tempo ainda, mas ela já está morta. Tempos depois ela vai apodrecendo ou “fermentando”.

Viajando mais...
Quando uma fruta é colhida, bem, ela pode ser de duas maneiras... ela pode cair, ooooooou Alguém pode jogar pedra até ela cair. Nesse caso, o ziza. Ele perturba até cair, até morrer.

Resumindo:
Embora muitos pareçam estar bem, é só o etileno, um resquício da Herança;
Muitos preferem a comida dos porcos e ficam lá, sem se quer pensar em voltar pra ser o menor dos empregados do pai, pq isso requer humildade;
É melhor voltar por conta própria.
É NATUREZA MORTA, AINDA QUE PAREÇA VIVA, AQUELE QUE ESTÁ LONGE DOS PÉS DE JESUS.

Dá pra viajar muuuuuuuuuito mais, mas vou deixar essa parte pra vc!
Karol Flegler

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