domingo, março 03, 2013

E.B.D - Ensinando a pensar


Tempinho não escrevo... também neh?! Eu to muitíssimo ocupada, super ultra mega empolgada este ano!!! Genteeeeeee, já estamos em Março! Okok, fora isso devo dizer, o tempo corre, as crianças crescem e eu, finalmente sou tia. A propósito, vamos falar de educação cristã? Embora minha formação não tenha nenhuma relação religiosa, eu tenho algumas disciplinas super chatas da área da pedagogia, que cá entre nós, não me serve pra nada, a menos que eu queria muito passar em um concurso e responder as respostas certas pro governo. Mas, se não posso fugir delas, a intenção é enfrentá-las. E o que isso tem haver com educação cristã? Nada.

Devo dizer que no Brasil, historicamente, a “educação e o ensino”, deu-se por meio da religião. Catequismos e alfabetização bombou nos primeiros séculos após o descobrimento fajuto deste país. Agradecemos aos Jesuítas. Alías... bom, vamos ao assunto, senão, vou começar a falar da educação imagética.

Nos últimos meses fui convidada a assumir uma classe de Escola Bíblica dominical, dos juniores, crianças de 9 a 13 anos. Além de trabalhar com criança todos os dias no estágio, além de ter o pequeno grupo na terça, agora também temos a responsabilidade de formar intelectualmente seres que estão às 8h da madrugada esperando a porta abrir pra ter a aula sobre a bíblia. Quer queiram os pensadores ateus ou não, essas crianças entendem o valor de acordar em pleno domingo para assistir alguém trilouca contando histórias da bíblia com aplicações para nossos dias.

Outro dia postei uma imagem informando sobre o horário da EBD, e um cara me perguntou quem seriam as criaturas que acordariam cedo nos domingos pra ler aquilo que dá mais sono, a saber, a bíblia. Eu respondi que eram os cristãos. E como resposta ele disse: - - Eles são loucos.

Loucos sim, talvez.

Do mais, é importante lembrar que pra dar as aulas eu pesquiso muito na net, neh!? Mas só acho deseinhos pra pintar sobre as histórias bíblicas. Já não basta meu eterno desconsolo pelos professores de arte que dão aula de desenho livre, me preocupo ao saber que professores das escolas bíblicas dominicais ao redor do Brasil também fazem o mesmos com nossas queridas crianças interessadas e esforçadas.

Devo dizer que nunca fui boa aluna em nada. Muito pelo contrário. Não era por muito estudar que minhas notas, por vezes eram boas, era pela boa lábia, ou lógica. Na EBD também não foi muito diferente enquanto aluna. Mas não sou eu o objeto de estudo.

Tenho dificuldades, mas não para relacionar os fatos com atividades. Tenho dificuldades pra contar histórias que eu mesma estou cansada de saber. Por isso a pesquisa. No último trimestre estudamos sobre Gênesis, mas não o de sempre, o gênesis que precisa estar bem estabelecido em nossas mentes. Aquele cujo qual mostra Jesus como plano inicial de Deus para resgate da Humanidade.

Seja marcação na bíblia, ou pesquisas fora dela. As crianças se esforçam. Na última lição, alguns deveriam procurar os deuses egípcios que o Deus de Israel, dos Hebreus derrotou com as 10 pragas. E sabendo disso, e não somente quais foram as pragas, o entendimento a priori é de que Deus é maior do que todos os deuses. Que Ele protege seu povo. Posteriormente, pode ser que ninguém se lembre das 10 pragas, mas de uma coisa é certa. Vão se lembrar de como Deus acabou com os deuses do Egito. E por mais que eles tenham pesquisado na internet e que tenham visto que outras pessoas acreditam em fenômenos naturais a cerca das pragas, eles leram a bíblia e lá diz o que nós precisamos saber.


 Mas nem tudo são flores, não é? E o menino que não vai a EBD regularmente por que o pai viaja todos os fins de semana? Ou os que são mimados pelos pais, porque dizem: - “Ah, ki dó, deixe-o dormir”. ISSO, PAIS! Deixem-os dormir no domingo de manhã. Só não reclamem do sono espiritual na juventude, aí os senhores tentaram dizer: “Desperta, ó tu que dormes.” E de nada valerá.

Enfim, estou aprendendo. Suando, mas aprendendo. Agora sou aluna número 1, primeira a chegar a última a sair. Fazendo os piores questionamentos pra mim mesma. 

Karol Flegler


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