sexta-feira, março 22, 2013

Meu mundo


Quando eu era criança achava que debaixo do chão da minha casa havia uma passagem secreta pra algum lugar, jamais me contentei em saber que minha casa não tinha nada de surpreendente e misterioso. Também pensava que se conseguisse cavar um grande buraco no chão, chegaria a um lugar, uma saída desse planeta. Quando a gente é criança pensa em cada coisa! Daí vieram as chiquititas, quem em certa fase, havia uma casa com uma parede falsa que dava pra um quarto. Saí batendo em todas as paredes. Surpreendentemente, caça talentos também tinha um portal que era um espelho. Mais tarde, descobri os refúgios secretos da guerra, depois Senhor dos Anéis, Nárnia, País das maravilhas, OZ e hoje eu assisti Hobbit.
O fato é que jamais estaremos satisfeitos com o mundo real (se é que isso é real). Fantasiar e subjetivar a vida é o que nos resta de mágico. Somos incentivados a acreditar em um mundo mágico inexistente. Tais mundos se relacionam com o real de modo tão intenso que quase não dá pra separar, mas no mundo mágico, apesar de lutas, guerras e aventuras, no fim, tudo dá certo. Diferente do mundo real, que, apesar de lutas, guerras e aventuras, no fim, nem sempre ganhamos.

Ter um outro lugar pra viver, ser escolhido pra viver uma aventura e sair como vencedor é coisa de contos de fadas que nada sabem contar. Cheios de mitos e histórias, somos seres imaginativos e principalmente nos baseamos no imaginário. A imaginação pode destruir muitas coisas, a começar pela realidade. Pobre de quem vive no mundo da imaginação. Também pode ser um mundo.

Depois eu continuo... a terra da imaginação me chama.

Karol Flegler

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