domingo, maio 05, 2013

E no mês da família...


Suspeita. Não devia falar, mas não é só eu que penso assim. Aliás, é o que muitos querem dizer.
É que, bom... Não fomos criados, digo, educados com muitos sentimentos. Uma chefe, uma vez me disse que eu não entendia nada sobre HIERARQUIA. Talvez sem muitas autoridades sobre nós, crescemos e nos formamos seres complexos e muitas vezes difíceis de lidar. No meu caso é autoridade masculina que é problema. Enfim - Autoridades.

Talvez minha geração tenha problemas demais. Não sei por que, mas parece que a maioria das  pessoas que tem quase a mesma idade que eu, mora em um contexto parecido, tem problemas. Disse uma vez para alguns deles que somos “milagres” alcançados pela graça e misericórdia de Deus, se não fosse isso, não consigo imaginar algo positivo em nós. Isso nos inclui em uma infância problemática no seio da família. E até acho que se vivemos isso é para ajudarmos a outros que não tem tanta disponibilidade para sanidade mental.

Do que estou falando?
Se dependêssemos de nossa relação familiar para sermos bem sucedidos ou pessoas sadias mentalmente, dificilmente seríamos. Quantos de nós não vivenciamos violência doméstica? Crises de alcoolismo, armas, separações, amantes, filhos fora de casamentos, vagabundagens de membros das famílias, rejeição, abandono? Quantos não viram tudo se perder diante dos próprios olhos e mesmo assim continuaram firmes?
Como disse, educados sem sentimentos. Nós nos esforçamos, mais ainda quando estamos na convivência eclesiástica. Por que aprendemos sobre o amor, o perdão etc... mas não estamos imunes aos pensamentos e sensações de não sentir apego familiar. Quem disse que é fácil? E que gostamos de ouvir sobre famílias? Mas é preciso, eu sei. E como me disseram, quem sabe ouvindo sobre o assunto as coisas não mudam? 

Hoje recebi a notícia de que meu avô está muito mal. Doeu, não Por ele, mas porque não sei mais quem ele é. Aquelas vivências de infância são de outra garota, não minhas. Eu sei que não sou a única a me sentir assim. Ouço várias pessoas falando de como se sentem a respeito de suas famílias.
Enfim, que Deus nos ajude.

Karol Flegler

2 comentários:

  1. Família, amiga... sempre tem "disso". Mas viveremos, e seguiremos em frente... Beijo enorme.

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  2. Quem de nós não viveu, mais ou menos, uma vida parecida no contexto familiar.
    Mas é bom refletirmos de vez em quando, sobre da onde viemos, e agradecer a Deus, mesmo com todos os problemas familiares que vivemos, que ainda temos uma família. Devemos perdoar as pessoas que nos fizeram ou fazem mal, quer seja estranhos ou domésticos, para sermos felizes de verdade e saber que Deus nos chama para a sua família universal.
    Que Deus nos abençoe.

    Do primo.

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