quarta-feira, janeiro 15, 2014

Formar



Há quem diga que formar na federal é o sonho de todo ser humano estudante. De fato, como diria o rei do camarote, formar na federal pode agregar valor. Esse texto não é baseado em nenhuma pesquisa, mas na convivência com seres que passaram anos estudando na federal e que ao terminar se encontram no desespero de responder a pergunta que todos fazem: E depois da faculdade?

É como se perguntassem: O que há depois da morte? 

A expectativa é grande: Pós. Mestrado. Doutorado. Alguns desses dependem de um EMPREGO. Emprego, aquele que não poderia ter por ter uma carga horária diurna (no caso de alguns cursos, como o de artes). Então, a opção são os estágios e bolsas que tem o prazo de 2 anos no máximo, sem perspectiva de contratação, já que alguns casos não valem como experiência profissional, e as contratações, sobretudo as de cargos públicos deveriam se dar por meio de concurso público,  principalmente magistério, tais concursos são realizados anualmente, que não está de acordo com um calendário de greve das Universidades Federais.

A Questão é continuar na Universidade. Mas, como? Mestrado. Mas não há vagas para todos. A seleção natural de Darwin diz que só os fortes sobrevivem. É claro que a universidade não pretende formar uma classe trabalhadora, mas pesquisadora. Mas a pesquisa... pra que pesquisa, se a oferta de emprego na classe operária está bombando? 

Alguns, não conseguindo empregos em suas respectivas áreas, procuram outras áreas que nada tem haver com o que passaram no mínimo 4 anos de suas vidas estudando; Pra que a formação acadêmica?

O sistema engole alguma parte dos formados que estudaram anos, ali passam anos com diploma na gaveta sem fazer diferença alguma pra sociedade. Cumprindo seu papel de empregado diplomado, ganhando dinheiro e devolvendo ao sistema.

A gente estuda pra ganhar dinheiro, ganha pra gastar como aquilo que o serviço público não é capaz de suprir. Survive. 

Karol Flegler

sábado, janeiro 04, 2014

Acordei escritora

Vai entender. 

Então, na vida se vive pelas prioridades erradas. Principalmente as garotas. Talvez seja culpa da Disney e todos os seus contos de finais felizes, já que a vida real não tem muito haver com todas as histórias que vimos quando crianças. Não tem mesmo. Não tem sapo que vira príncipe, não tem príncipe que salva a princesa, nem ... quais são as histórias mesmo?

Um toque de realidade com a fada madrinha é necessário. Aquele que a fada gira a varinha, fala algumas palavras mágicas e *plin*. Bem vinda ao mundo real. 

De repente sua vida social gira em torno do seu novo relacionamento. Festas, amigos, conversas... o seu novo mundo precisa ser equilibrado com o seu velho mundo de amigos solteiros, com as mesmas brincadeiras etc. Equilíbrio, não é fácil. Isso não se mostra em contos de fadas. Como disse anteriormente, as fadas não sabem contar.

 De certo modo, essa fase tem me ensinado algumas coisas, talvez eu esteja amadurecendo já que minhas últimas relações eram bem infantis e não tinham peso por conta da idade, afinal, que eu me lembre, a última vez que pensei em casar eu tinha 17 anos. E agora com 25 quase 26, e com um comentário sutil de virada de ano me fez pensar que eu deveria já estar pronta pra vida adulta. De fato, ainda não estou. Não terminei a faculdade, não sei o que eu quero ser quando eu crescer, embora eu já tenha idade pra isso. Talvez pra algumas pessoas a maturidade seja tardia, porém completa. 

É claro que os últimos acontecimentos me deixaram confusa, e a falta de experiência tenha me deixado na mão. O que quero dizer é que por mais que eu tenha namorado algumas vezes durante a adolescência, e saiba de todos os rituais sequenciais de um namoro, eu tenha esquecido e desacostumado com algumas verdades sobre relacionamentos. Conversei com algumas pessoas pra saber se eu estava em meu estado normal. Tive respostas. As mesmas de sempre: “É ASSIM MESMO”. Não sabia se me conformava ou se entre eu e o mundo eu pudesse estar correta em não me conformar com algumas coisas. 

Enfim, nunca fui de escrever pensamentos sobre relações enquanto estava apaixonada (e estou), só depois de um término ou decepção, mas a verdade é que agora, mais do que nunca, estou preparada pra entender que a relação a dois jamais será um conto, mesmo que eu queira viver uma boa e bela ilusão de filmes de romance. A boa relação é aquela que dura o tempo suficiente pra que, mesmo não estando apaixonados, o amor e o companheirismo sejam suficientes. Pode parecer medíocre a principio, mas é a melhor das opções. No fim, seremos nós e dentaduras, conversas e cores, muitas cores.

 Karol Flegler