sábado, janeiro 04, 2014

Acordei escritora

Vai entender. 

Então, na vida se vive pelas prioridades erradas. Principalmente as garotas. Talvez seja culpa da Disney e todos os seus contos de finais felizes, já que a vida real não tem muito haver com todas as histórias que vimos quando crianças. Não tem mesmo. Não tem sapo que vira príncipe, não tem príncipe que salva a princesa, nem ... quais são as histórias mesmo?

Um toque de realidade com a fada madrinha é necessário. Aquele que a fada gira a varinha, fala algumas palavras mágicas e *plin*. Bem vinda ao mundo real. 

De repente sua vida social gira em torno do seu novo relacionamento. Festas, amigos, conversas... o seu novo mundo precisa ser equilibrado com o seu velho mundo de amigos solteiros, com as mesmas brincadeiras etc. Equilíbrio, não é fácil. Isso não se mostra em contos de fadas. Como disse anteriormente, as fadas não sabem contar.

 De certo modo, essa fase tem me ensinado algumas coisas, talvez eu esteja amadurecendo já que minhas últimas relações eram bem infantis e não tinham peso por conta da idade, afinal, que eu me lembre, a última vez que pensei em casar eu tinha 17 anos. E agora com 25 quase 26, e com um comentário sutil de virada de ano me fez pensar que eu deveria já estar pronta pra vida adulta. De fato, ainda não estou. Não terminei a faculdade, não sei o que eu quero ser quando eu crescer, embora eu já tenha idade pra isso. Talvez pra algumas pessoas a maturidade seja tardia, porém completa. 

É claro que os últimos acontecimentos me deixaram confusa, e a falta de experiência tenha me deixado na mão. O que quero dizer é que por mais que eu tenha namorado algumas vezes durante a adolescência, e saiba de todos os rituais sequenciais de um namoro, eu tenha esquecido e desacostumado com algumas verdades sobre relacionamentos. Conversei com algumas pessoas pra saber se eu estava em meu estado normal. Tive respostas. As mesmas de sempre: “É ASSIM MESMO”. Não sabia se me conformava ou se entre eu e o mundo eu pudesse estar correta em não me conformar com algumas coisas. 

Enfim, nunca fui de escrever pensamentos sobre relações enquanto estava apaixonada (e estou), só depois de um término ou decepção, mas a verdade é que agora, mais do que nunca, estou preparada pra entender que a relação a dois jamais será um conto, mesmo que eu queira viver uma boa e bela ilusão de filmes de romance. A boa relação é aquela que dura o tempo suficiente pra que, mesmo não estando apaixonados, o amor e o companheirismo sejam suficientes. Pode parecer medíocre a principio, mas é a melhor das opções. No fim, seremos nós e dentaduras, conversas e cores, muitas cores.

 Karol Flegler

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