quarta-feira, julho 27, 2016

Relaxa, eu só sei reclamar.


Outro dia eu estava num grupo do whatssapp onde o assunto era assento preferencial do ônibus. A discussão estava em torno da lei da cidade de vitória que diz nos ônibus da cidade  todos os lugares são preferenciais, ou seja, os ônibus são para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, obesos ou mães com bebês. De certo modo, o bom senso, dizia uma das pessoas, pede para que deem os lugares a essas pessoas, faz parte da boa educação. Até aí tudo bem. A questão é que aceitamos tudo sem problematizar, sem questionar. Porque eu que pego 6 bus por dia tenho que ceder meu lugar? Não posso ser taxada de mal educada ou sem “sem senso” por estar exausta e ter ficado uma hora no ponto de bus, ou 30 min em pé na fila do terminal e no momento querer sentar. Não posso. A QUESTÃO é que se a qualidade de vida de uma cidade aumenta, as pessoas vão demorar mais pra morrer, e assim teremos mais idosos (é só uma parte do ex.). Se temos mais idosos então temos que ter mais lugares preferenciais, mas não precisamos de mais ônibus, só precisamos que esses idosos se sentem (pensou-se). Então quem é novo espera ser idoso pra sentar (declarou quem trabalha de carro). Isso é específico sobre a grande Vitória, ok? E por quê? Se bem me lembro no início dos anos 2000 se iniciou aqui um transporte alternativo, Kombis, Vans, passavam nos pontos de ônibus e levavam as pessoas, pelo mesmo valor, aceitavam vale transporte e mais, não era tão lotado como transporte público. Vale lembrar que esse tipo de transporte foi banido por que dava prejuízo ao estado?! E não era seguro tal qual bus lotado.Com o passar do tempo os ônibus melhoraram sim, admito! Deixaram de ser laranjas pra serem amarelos e hoje em dia são brancos com azuis. Também mudaram o preço da tarifa, agora é única! Você vai de Cariacica, de terminal em terminal pagando uma passagem só até a Serra. Ótimo, mas não fizeram mais que a obrigação, neh? Já que NÃO EXISTE OUTRO MEIO DE TRANSPORTE PÚBLICO nesta bagaça; Até por que o metrô subterrâneo não saiu, fecharam o aquaviário. Nossa, gente! Como eu reclamo! Eu nem sei em que pé está a questão do Uber no estado, sei que foi uma arruaça só! Só porque não podemos ter outros meios, tudo tem que ser monopolizado. Mas a questão era o que mesmo? Ah tá, eu tenho que levantar do meu lugar porque o estado/prefeitura/ governo (quem quer que seja) não providencia meios de transportes para todos.
E falando em ônibus e falta de educação. Já percebeu quantas leis tem no busão? Pelo menos 4. Mas estava eu em meu passeio diário de bus quando 4 jovens, 2 meninos e 2 meninas pularam a roleta. Ninguém vai fazer nada não? Aí lembrei da propaganda nova e na música diz que pode até ser preso quem faz isso, neh?! Nossa! Aí me veio um assunto muito recorrente em meus pensamentos que é a criminalização da falta de educação.
Quero dizer aqui que as origens dos problemas sociais é o próprio ser humano. O ser humano que não apreendeu as regras sociais. Que quando esse serumaninho era criança disseram pra quem lhe dava certa educação que criança não pode ser punida. Tudo se resolve na base do diálogo.
Bom e aí? E daí, neh?!                                                                                                    
E daí que pra não ter que lhe dar com a falta de educação inventaram uma pá de leis que se o indivíduo não respeitar ele perde a liberdade. Mas isso não é punir? NÃO, não, isso é o processo de ”ressocialização”. (hahahahahahahaahahahahahahahaha) Ué?!
O que me parece é que socialmente estamos programados para não darmos certo, pelo menos no Brasil. Você vê os noticiários e fica “nossa, ki merda”, “tá tudo errado nesse país”. Mas aí vem alguém e fala mal do Brasil e “ó não mexe com meu país não, heim!?”
Isso tudo me preocupa porque vai que eu tenho que pegar o bus em Vitória? Não queira levantar e ... a culpa não é minha, gente.
Pra encerrar. O PROBLEMA não é só a falta de EDUCAÇÃO, é o que fazem com a falta dela.

Karol Flegler